Deficiência de boro  na silvicultura

Nas árvores, a deficiência de boro normalmente provoca rachadura na casca, má formação nas folhas e perecimento dos ramos. Também poderão ocorrer queda das folhas e morte.

Algodão americano

Populus deltoides

O crescimento em extensões reduzidas e o desenvolvimento de folhas pequenas estão associados à deficiência de boro.


Amora

Morus alba

As folhas jovens apresentam nervuras rompidas e têm pecíolos rachados. Os perfilhos acabam morrendo.


Azevinho

Ilex aquifolium

Manchas vermelhas ou roxas de formato irregular podem ser esperadas acima da superfície e manchas imersas em água abaixo da superfície.


Bétula

Betula spp.

O desenvolvimento da lâmina é restrito, resultando em um crescimento disforme e provocando bolhas na superfície da folhas. As folhas normalmente são de coloração verde escura, mas poderão surgir poucas manchas cloróticas e necróticas nas folhas mais velhas.


Culturas de cobertura leguminosa

Calapogonium mucunoides, Centrosema pubescens e Pueraria phaseoloides

O crescimento é atrofiado. Hastes curtas e espessas são produzidas, não se espalhando pela superfície do solo. As folhas são muito pequenas, espessas, frágeis e disformes, e as nervuras são frequentemente proeminentes. Meristemas axilares vão se desenvolver em uma extensão limitada, resultando no hábito de crescimento de “aglomerado prostrado”.


Eucalipto

Eucalyptus spp.

Deficiência de boro em eucaliptoSintomas semelhantes de deficiência de boro foram registrados em diversas espécies de eucalipto (Eucalyptus grandis, E. citriodora, E. cloeziana, E. torelliana, E. saligna, E. resinifera, E. tereticornis e E. alba). No entanto, há indicações de que as espécies diferem em sua necessidade de boro. Por exemplo, E. grandis parece ser mais suscetível à deficiência de boro do que E. cloeziana.

O primeiro sintoma típico é o enrugamento e a descoloração das folhas jovens que estão surgindo. As gemas, que são frágeis, morrem e as folhas inferiores na coroa superior geralmente perdem a coloração e caem. Em algumas espécies, as folhas ficam roxas avermelhadas, mas em outras ocorre um amarelamento. Normalmente, a descoloração progride pela árvore antecipando o perecimento. Uma necrose da casca pode ser esperada posteriormente, a começar pelas gemas e avançar pelos caules, resultando em umo perecimento gradual.

Sabe-se que a deficiência de boro reduz a resistência do eucalipto a geadas.


Kauri

Agathis australis

As folhas jovens são verde claras e deformadas. O crescimento apical é distorcido.


Pinheiro

Pinus spp.

Deficiência de boro em pinheiroA maioria das espécies apresenta sintomas semelhantes de deficiência de boro, incluindo a interrupção do crescimento do líder principal; o perecimento apical é associada a algumas espécies com exsudação de resina; e o crescimento torto do líder foi relatado em várias espécies de pinheiros. O sintoma mais característico é a interrupção do crescimento apical e a morte recorrente do broto principal. Em P. radiata e P. taeda, os perfilhos poderão se tornar necróticos e o ápice do caule incha. As agulhas jovens adjacentes à gema apical poderão morrer e há exsudação de resina a partir da gema. Nessas duas espécies, as agulhas juvenis poderão ter a coloração verde azulada e as agulhas maduras apresentam uma tendência a se fundir.

O crescimento torto do líder foi relatado especialmente em P. caribaea, P. khasya e P. patula. P. khasya e P. patula parecem menos suscetíveis à deficiência de boro do que P. radiata e P. caribaea. Em P. strobus, as agulhas principais assumem a coloração azul-claro/verde, com pontas amarelas/laranjas.


Seringueira

Hevea brasiliensis

A deficiência de boro nas seringueiras seria esperada somente em solos com estado de boro extremamente baixo, já que a seringueira é eficiente em termos de absorção de boro. É especialmente sensível ao suprimento de boro em excesso. As folhas com deficiência de boro são distorcidas, de tamanho reduzido e levemente frágeis. A deformação das folhas não segue nenhum padrão consistente e não há perda de cor. Em árvores jovens sem ramificações, o primeiro sinal de deficiência de boro deve ser encontrado nas partes superiores mais jovens das folhas na planta, que não serão separadas por nenhum entrenó distinto. As partes individuais não podem ser diferenciadas, resultando na aparência de “escova-de-garrafa” do caule. Quando a deficiência de boro é severa, o meristema apical poderá morrer e meristemas axilares se desenvolvem prematuramente.


Vime

Acacia mollissima

Os sintomas da deficiência de boro normalmente aparecem primeiro em árvores com dois anos de idade durante a época seca. Os primeiros sinais são clorose nas folhas, necrose cambial e secura e morte do perfilho no broto principal. Os ramos também apresentam perecimento. A queda e morte das folhas se espalham continuamente para baixo e para dentro dos perfilhos apicais. Se as chuvas começarem antes da morte da árvore, poderá haver uma recuperação parcial, mas pode-se esperar outros ataques nas próximas épocas secas e, por fim, as árvores morrem.

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