Deficiência de boro em  flores e plantas ornamentais

A deficiência de boro pode ser especialmente devastadora para os produtores de flores. Os sintomas incluem má formação das folhas, desenvolvimento abortivo das flores, atrofiamento do caule, pétalas disformes das flores. Caules ocos e necrose também podem ocorrer.

Areca-bambu

Chrysalidocarpus lutescens

As folhas mais velhas apresentam uma clorose manchada começando pelas pontas. Riscas cloróticas estreitas e transversais se desenvolvem entre as nervuras e as riscas coalescem, formando lesões necróticas. As folhas mais jovens e o perfilho acabam morrendo. Em bambus antigos, a deficiência de boro causa atrofiamento com o caule afunilando abruptamente. As flores e os frutos são pequenos e normalmente morrem em inflorescências atrofiadas.


Árvore-da-borracha

Ficus elastica

A deficiência de boro causa atrofiamento e má formação das folhas imaturas pequenas, além de necrose do perfilho apical. As folhas jovens são suscetíveis a apresentar cortes transversais que exsudam látex.


Azaleia

Rhododendron spp.

Nódoas marrons, que ficam transparentes, são os primeiros sinais de deficiência de boro e são observadas nas folhas jovens em crescimento. As folhas que se desenvolvem posteriormente são distorcidas e apresentam fragmentos necróticos ao redor das margens. Os perfilhos apicais apresentam perecimento. 


Begônia

Begonia spp.

As gemas apicais e as folhas apresentam uma condição rosetada com um enrugamento das folhas da ponta. Posteriormente, as gemas apicais e as folhas se tornam necróticas. O crescimento geralmente é atrofiado. O bulbo possui fragmentos ou nódulos semelhantes a cortiça.


Capuchinha

Tropaeolum majus

O desenvolvimento do perfilho apical, que normalmente é verde escuro, é bastante reduzido. As folhas ficam pequenas e distorcidas.


Cravo

Dianthus caryophyllus

Uma incidência elevada de separação do cálice normalmente é o primeiro indício da deficiência de boro. As folhas se separam nos nós e as gemas das flores são abortadas. Onde as gemas não forem abortadas, haverá poucas pétalas que secam e o estilo será pronunciado.

Fragmentos vermelhos, que se desenvolvem ao longo das nervuras centrais nas folhas inferiores, posteriormente se espalham pelas folhas e se tornam necróticos. As folhas tendem a ter um formato côncavo com extremidades serradas. Os brotos laterais superiores poderão ter uma aparência de vassoura de “bruxa”.

O total da produção de flores e a produtividade de flores comercializáveis poderão ser aumentados com a aplicação de boro. Onde o fornecimento de boro for marginal e não estiver presente na alimentação líquida ou no fertilizante, a calagem poderá aumentar significativamente a separação do cálice.

Observar deficiência de boro em cravo

Brotos com deficiência de boro à direita exibem folhas enroladas e o desenvolvimento de flores abortivas
Brotos com deficiência de boro à direita exibem folhas enroladas e o desenvolvimento de flores abortivas
Folhas enroladas e desenvolvimento precário das flores.
Folhas enroladas e desenvolvimento precário das flores.

Crisântemo e píretro

Chrysanthemum spp.

Crisântemo

Em casos leves de deficiência de boro, as pétalas não abrem e se tornam “enroladas." Quando a deficiência é severa, os sintomas também serão observados nas folhas, que serão frágeis e pouco espaçadas. As folhas poderão apresentar ondulação para baixo e as extremidades das folhas poderão se tornar cloróticas. Poderá haver certa perda de coloração nas flores. Quando a deficiência é aguda, as gemas não abrem adequadamente e a morte do perfilho será seguida pela formação de vários brotos.

Píretro

A deficiência de boro acarreta o desenvolvimento de flores disformes e com má formação, e perecimento da gema apical. As asteraceaes poderão ser reduzidas a um terço de seu comprimento normal. Elas têm extremidades irregulares e poderão ser formadas em apenas parte da circunferência. Em alguns casos, as asteraceaes poderão estar completamente ausentes.

Observar deficiência de boro em crisântemo e píretro

Má formação das pétalas devido ao enrolamento, um sintoma comum da deficiência de boro.
Má formação das pétalas devido ao enrolamento, um sintoma comum da deficiência de boro.
Dois floretes pequenos e enrolados à direita.
Dois floretes pequenos e enrolados à direita.

Delfino

Delphinium spp.

O crescimento apical é interrompido. As folhas são cloróticas e morrem nas pontas. Os caules são curtos.


Gerânio

Pelargonium spp.

As folhas ficam muito frágeis e franzidas. Pequenas lesões se desenvolvem nas folhas jovens e acabam formando orifícios.


Gérbera

Gérbera

Os primeiros sintomas serão observados nas flores, que serão distorcidas e terão menos pétalas. A produção de pólen será restrita e os estigmas estarão ausentes ou serão desenvolvidos de forma precária. Os caules das flores serão curtos e poderão se dividir.

Os sintomas nas folhas só são esperados depois da observação de sintomas nas flores e quando a deficiência é mais severa. Poderá ocorrer certa clorose e manchas vermelhas/roxas surgem próximas da margem e das extremidades das folhas mais velhas. As folhas mais novas serão distorcidas, normalmente côncavas, enrugadas e muito mais espessas do que as folhas saudáveis.


Gladíolo

Gladiolus spp.

Os sintomas da deficiência de boro incluem rachadura nas margens das folhas (especialmente nas primeiras folhas que surgem), riscas translúcidas entre as nervuras, extremidades das folhas em formato de gancho e falha na expansão normal das pétalas inferiores. As pétalas das flores são manchadas e os caules das flores poderão ser ocos, sem um núcleo normal.


Poinsétia

Euphorbia pulcherrima

As gemas, principalmente aquelas próximas da extremidade, param de crescer. As folhas jovens apicais são grossas e tendem a enrolar. A nervura mediana sob a folha poderá rachar e as brácteas, que se desenvolvem lentamente, são anormais.


Rosa

Rosa spp.

As folhas são distorcidas e alongadas com serrações irregulares. A perda de dominância apical resulta em várias ramificações de caules de flores que são distorcidos. As pétalas poderão ter extremidades serradas e apresentar pigmentação irregular. Em casos de deficiência severa de boro, pode-se esperar necrose dos perfilhos e dos brotos de flores.

Observar deficiência de boro em rosa

Deficiency
<small>Foto: Fabiano Silvestrin</small>
Foto: Fabiano Silvestrin

Tulipa

Tulipa spp.

As pétalas ficam descoloridas, normalmente com um fragmento branco central ou marginal. A flor e o caule, que ficam atrofiados, se quebram com facilidade. O bulbo apresenta certa coloração amarronzada.

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